sexta-feira, 13 de março de 2015

Eu Nunca Disse Adeus

Um ano se passou e eu ainda lembro do dia 13/3/2014 como se fosse ontem, e às vezes como se estivesse acontecendo no exato momento. Como pode isso, num dia eu fiz a seguinte promessa: "vai ficar tudo bem, eles vão cuidar de você e em breve estará em casa outra vez...", e aí no dia seguinte sem me perguntar o que eu achava da sua morte você simplesmente partiu. Eu comecei chorar assim que soube por telefone, e sinceramente? Até hoje não parei de chorar.
Como explicar o fato de eu ser pura saudade mas já não lembrar com perfeição da sua voz? Depois de um ano sem você eu já decidi: não quero mais nenhum dia sem tua presença! E eu não quero que ninguém me diga pra não pensar nisso, porque sou eu quem vejo tuas flores morrerem, teus móveis empoeirarem e teu cheiro sumir completamente. Essa dor é minha e eu não admito que alguém tente tira-la de mim.
Confesso que às vezes ainda sento em frente ao Hospital do Câncer, como se eu estivesse esperando dar o horário da troca de acompanhante, e talvez eu esteja mesmo esperando a hora da visita... Por mais que aquela rotina de hospital fosse uma droga, eu ainda podia dividir balas de amendoim numa terça-feira enquanto você reclamava das enfermeiras.
Um ano. Tanta coisa aconteceu em um ano, entre elas minha formatura do colégio, num discurso pra família e amigos eu disse que tudo aquilo era pra você, então eu queria saber: você ouviu meu discurso de algum lugar?
A páscoa tá chegando, a do ano passado foi horrível sem você, então será que dá pra vir me visitar esse ano? Eu aprendi tocar várias músicas novas, gostaria muito de te mostrar.
Termino esse breve texto com a frase de uma futura tatuagem (sei que você não gosta de tatuagem, mas aceite, será em sua homenagem): "People die, but real love is forever".

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