domingo, 12 de julho de 2015

Que Haja Mudança

Já passou da meia noite, e eu estou aqui comemorando sozinha mais um mês da gente. Sentada no banco de uma balada, sozinha de fato e sentindo de forma intensa a solidão.
Eu poderia procurar qualquer um dos meus amigos que aqui encontrei, mas hoje decidi deixar essa confusão tomar conta do meu ser. 
Pensei bem, e acho que marcar data das coisas e relembrar das mesmas sozinha é uma forma de agarrar-me àquilo que aconteceu, e que muitas vezes eu queria ter dado continuidade. Cada mês nosso eu revivo em pensamento os bons momentos do começo, de quando você se importava e fazia questão de nós. 
Sempre tento aceitar que as coisas acabaram mas nunca consigo me convencer do mesmo, sequer entender porquê você deixou de gostar de mim.
Ultimamente ando tomando várias decisões, pra ver se alguma delas muda minha vida de forma considerável, sendo assim parei de falar sobre você pra outras pessoas... Agora eu escrevo sem parar tudo que vem à minha mente. Eu venho aqui e deposito o que sinto, como quem leva alguns objetos da estante pro porão, pra assim sobrar espaço pra novos objetos... Meu novo objeto no momento é minha vida acadêmica. Quando mesmo escrevendo não consigo me concentrar em outra coisa que não minha tristeza, simplesmente durmo. 
Com sorte, dia desses esqueço de acordar.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Onde estão então, as vantagens de ser invisível?

Ao seu lado. E completamente sozinha.
Passo a questionar-me: de que vale sua presença em minha vida se nunca está de fato lá? E não é nem questão de atenção, é algo maior, uma conexão quase palpável que se desfez no decorrer de alguns meses. Eu tentei resgatar esse laço de várias formas, me doei completamente e não me dei conta que essa ligação só existe quando as duas partes querem e se fazem presentes.
A partir do momento que percebi estar sozinha comecei agarrar-me à tudo que dava, cada vez que te vejo tento tragar-te e guarda-te quase que como fumaça dentro de mim, uma hora perco o fôlego e te solto novamente.
Ter-te vez em quando com intensidade completamente diferente em cada encontro não está me fazendo bem, cansei de juntar todas as memórias pra tentar te entender. Sendo bem sincera? Cansei do seu egoísmo e da sua falta de cuidado com detalhes, não posso suportar o fato de você não ouvir os gritos do meu silêncio, a intensidade do meu olhar ou simplesmente enxergar (de forma literal) que meus olhos estão marejados.
É isso, tenho me sentido invisível aos teus olhos.
Eu estou lá, ao seu lado, e a sensação é que em algum momento entre o instante que você abriu a porta pra que eu pudesse entrar, e o instante que começou fazer algo sem se quer olhar pra mim, esqueceu que havia aberto a porta e que eu estava ali. Você se deita ao meu lado e não se da conta que estou com frio, ignora minha presença e dorme o seu sono.
Seu sono, sua comida, seus objetos, sua vida. Eu tô aqui sendo espectador, mas assim como Grotowski: eu quero mais.