domingo, 12 de julho de 2015

Que Haja Mudança

Já passou da meia noite, e eu estou aqui comemorando sozinha mais um mês da gente. Sentada no banco de uma balada, sozinha de fato e sentindo de forma intensa a solidão.
Eu poderia procurar qualquer um dos meus amigos que aqui encontrei, mas hoje decidi deixar essa confusão tomar conta do meu ser. 
Pensei bem, e acho que marcar data das coisas e relembrar das mesmas sozinha é uma forma de agarrar-me àquilo que aconteceu, e que muitas vezes eu queria ter dado continuidade. Cada mês nosso eu revivo em pensamento os bons momentos do começo, de quando você se importava e fazia questão de nós. 
Sempre tento aceitar que as coisas acabaram mas nunca consigo me convencer do mesmo, sequer entender porquê você deixou de gostar de mim.
Ultimamente ando tomando várias decisões, pra ver se alguma delas muda minha vida de forma considerável, sendo assim parei de falar sobre você pra outras pessoas... Agora eu escrevo sem parar tudo que vem à minha mente. Eu venho aqui e deposito o que sinto, como quem leva alguns objetos da estante pro porão, pra assim sobrar espaço pra novos objetos... Meu novo objeto no momento é minha vida acadêmica. Quando mesmo escrevendo não consigo me concentrar em outra coisa que não minha tristeza, simplesmente durmo. 
Com sorte, dia desses esqueço de acordar.

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