Suas mãos, sua boca e até sua tosse. É o seu jeito de andar e a forma com que você cruza as pernas quando senta. É esse bico que você faz algumas vezes quando engole a cerveja. Cada detalhe.
Corpo repleto de saudade, que pede abraço e implora sussurros no pé do ouvido. Esses olhos que choram por não suportar ver-te tão distante. Mãos que, desesperadas, apertam o travesseiro. Nuca nua, querendo vestir-se com seus dedos.
Espaços vazios em todos os lugares.
Sobra coberta, sobra cama, sobra uma cadeira ao lado e a metade do chocolate.
Lembro-me bem. O sol nascendo enquanto o carro corria. Sofá e colchão na sala, a televisão quase sempre ligada. O programa pouco importava. Improvisar algo pra comer.
Todos os olhares, carinhos e fotos.
Suados, com frio, cansados, sorrindo, andando, molhados, com fome, doentes, tristes, cobertos, com sono, de mãos dadas, chorando, confusos.
Entregaram-se aos desejos. Um desejava aquela noite, e o outro desejava aquela e muitas outras.
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
sábado, 24 de outubro de 2015
Acabei Indo
Sentir-se sozinha mesmo junto de tantas outras pessoas, chamar a saudade de solidão só pra fingir pra si mesma que não pensa mais nele.
Confiei tanto, quis tanto e fiz tanto. No final não deu certo. Não tem muito mais pra ser pensado, a questão é que não deu certo. E mais: que isso é normal.
Eu, como sempre, me perdi no meio da história e chorei surpresa com o final.
Acabou.
Agora sou eu quem digo, em meio à lagrimas e ainda atordoada. Eu digo pra mim mesma, porque quem disse que não queria mais aquilo tudo foi você, há um mês atrás.
A decisão de não aceitar nada menos do que o que eu mereço foi tomada ontem, e hoje mesmo já me sinto destruída e querendo voltar atrás, tentando achar desculpas para os seus erros. É que às vezes, tomados pela saudade, esquecemos tudo de ruim de alguém.
Eu sei, não serão os melhores tempos da minha vida, muito menos os mais fáceis. Eu vou sentir saudade (pra não dizer que já estou te querendo), vou desanimar, surtar, reclamar e escrever inúmeros textos sobre a minha vontade de ouvir Cícero no carro contigo.
Guardarei essa paixão e minhas vontades numa caixinha, se um dia você tiver certeza que pode abri-la sem rasga-la, sinta-se à vontade. E se um dia por acaso abrir e não encontrar nada, saiba que ou alguém encontrou antes ou o conteúdo dela voou com o tempo.
O amor continua aqui, esse não some, não passa pra outra pessoa e não muda, por tanto ainda estarei aqui como boa amiga que sempre fui.
Não nego, eu te amo e te quero. E também não nego, por enquanto é melhor que eu leve tudo de mim.
Confiei tanto, quis tanto e fiz tanto. No final não deu certo. Não tem muito mais pra ser pensado, a questão é que não deu certo. E mais: que isso é normal.
Eu, como sempre, me perdi no meio da história e chorei surpresa com o final.
Acabou.
Agora sou eu quem digo, em meio à lagrimas e ainda atordoada. Eu digo pra mim mesma, porque quem disse que não queria mais aquilo tudo foi você, há um mês atrás.
A decisão de não aceitar nada menos do que o que eu mereço foi tomada ontem, e hoje mesmo já me sinto destruída e querendo voltar atrás, tentando achar desculpas para os seus erros. É que às vezes, tomados pela saudade, esquecemos tudo de ruim de alguém.
Eu sei, não serão os melhores tempos da minha vida, muito menos os mais fáceis. Eu vou sentir saudade (pra não dizer que já estou te querendo), vou desanimar, surtar, reclamar e escrever inúmeros textos sobre a minha vontade de ouvir Cícero no carro contigo.
Guardarei essa paixão e minhas vontades numa caixinha, se um dia você tiver certeza que pode abri-la sem rasga-la, sinta-se à vontade. E se um dia por acaso abrir e não encontrar nada, saiba que ou alguém encontrou antes ou o conteúdo dela voou com o tempo.
O amor continua aqui, esse não some, não passa pra outra pessoa e não muda, por tanto ainda estarei aqui como boa amiga que sempre fui.
Não nego, eu te amo e te quero. E também não nego, por enquanto é melhor que eu leve tudo de mim.
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
It's the hardest thing I've ever had to do
Banho tomado, ansiedade visível.
Ela se preparou, lavou o corpo e a alma pra tentar manter a calma. Ela se decidiu (finalmente) e vai dar um basta em tudo. Assim ela deseja fazer.
Pequena garota dos cabelos cacheados, sonhou um mundo e agora aceita com coragem a decepção. Ela entendeu depois de muito tempo que não tem porquê ficar machucando seu próprio coração, percebeu mergulhada num rio de lágrimas que só ela mesma poderia mudar aquela situação.
É nesse mesmo rio que ela agora nada, procurando terra firme. É exatamente isso que ela quer e precisa, terra firme... Pois então moço, se não é para a areia que você pretende levá-la, não a deixe subir no seu barco, continue sua jornada e deixe que ela nade até a felicidade.
Foram madrugadas mal dormidas e dias inteiros pensando só nisso, no que fazer. Ela concluiu o que é certo, mas está sendo difícil pensar no que falar dentro de algumas horas, já que a única coisa que ela consegue pensar é se seria muito errado beija-lo.
Mas no fundo, aqueles cachinhos ruivos sabem que está proibido desistir da partida agora. Tá proibido se entregar. Tá proibido continuar se enganando. Tá proibido não se valorizar. Tá proibido negar a felicidade à si mesma.
A moça está adorando o fato de ter finalmente tomado uma decisão, de estar sendo corajosa e reconhecendo que ela vale mais que tudo aquilo, que ela merece mais.
Todos nós sabemos que essa coragem vai tentar se esconder atrás dos móveis, como criança com medo da visita, assim que ele bater em sua porta. E quando isso acontecer, mantenha-se forte e lembre-se de todo o mal que essa história tem feito na sua vida. Arraste os móveis, corra atrás dessa coragem, beba amor próprio assim que ouvir o carro dele estacionando na sua rua.
Você deve achar que não, mas sim, você tem controle sobre si mesma. Aguente.
Não vejo forma melhor de finalizar esse texto, se não com duas frases de uma música chamada Amianto.
"A vida é como mãe que faz o jantar e obriga os filhos a comer os vegetais, pois sabe que faz bem", não se preocupe querida, "tudo bem, nem sempre estamos na melhor".
Ela se preparou, lavou o corpo e a alma pra tentar manter a calma. Ela se decidiu (finalmente) e vai dar um basta em tudo. Assim ela deseja fazer.
Pequena garota dos cabelos cacheados, sonhou um mundo e agora aceita com coragem a decepção. Ela entendeu depois de muito tempo que não tem porquê ficar machucando seu próprio coração, percebeu mergulhada num rio de lágrimas que só ela mesma poderia mudar aquela situação.
É nesse mesmo rio que ela agora nada, procurando terra firme. É exatamente isso que ela quer e precisa, terra firme... Pois então moço, se não é para a areia que você pretende levá-la, não a deixe subir no seu barco, continue sua jornada e deixe que ela nade até a felicidade.
Foram madrugadas mal dormidas e dias inteiros pensando só nisso, no que fazer. Ela concluiu o que é certo, mas está sendo difícil pensar no que falar dentro de algumas horas, já que a única coisa que ela consegue pensar é se seria muito errado beija-lo.
Mas no fundo, aqueles cachinhos ruivos sabem que está proibido desistir da partida agora. Tá proibido se entregar. Tá proibido continuar se enganando. Tá proibido não se valorizar. Tá proibido negar a felicidade à si mesma.
A moça está adorando o fato de ter finalmente tomado uma decisão, de estar sendo corajosa e reconhecendo que ela vale mais que tudo aquilo, que ela merece mais.
Todos nós sabemos que essa coragem vai tentar se esconder atrás dos móveis, como criança com medo da visita, assim que ele bater em sua porta. E quando isso acontecer, mantenha-se forte e lembre-se de todo o mal que essa história tem feito na sua vida. Arraste os móveis, corra atrás dessa coragem, beba amor próprio assim que ouvir o carro dele estacionando na sua rua.
Você deve achar que não, mas sim, você tem controle sobre si mesma. Aguente.
Não vejo forma melhor de finalizar esse texto, se não com duas frases de uma música chamada Amianto.
"A vida é como mãe que faz o jantar e obriga os filhos a comer os vegetais, pois sabe que faz bem", não se preocupe querida, "tudo bem, nem sempre estamos na melhor".
sábado, 26 de setembro de 2015
Eu É Quem Sou O Amor Todinho Dele
Ela.
Com frio, sentindo saudades.
Ele.
Aquecido pelo álcool, sentindo saudades.
Cada um num canto, tentando a felicidade respirando a saudade. A mesma saudade habita dois corações, mas cada corpo habita um espaço diferente, diferente e distante. Distância essa que pede beijo todos os dias, distância que dilacera o coração dela, ela que morre um pouco a cada respiração. Ele chora, mas não conta.
Ele foi sem ela, pra ver se a esquecia e se distraía. Ela foi sem ele, só porque ele quis assim.
Nenhum dos dois estão sóbrios, nenhum dos dois se sentem interessados em alguém, nenhum dos dois souberam fazer a tristeza parar. Nem mesmo estando distantes. Então, será mesmo distância a solução? Ele acha que sim, ela tem certeza que não.
Com frio, sentindo saudades.
Ele.
Aquecido pelo álcool, sentindo saudades.
Cada um num canto, tentando a felicidade respirando a saudade. A mesma saudade habita dois corações, mas cada corpo habita um espaço diferente, diferente e distante. Distância essa que pede beijo todos os dias, distância que dilacera o coração dela, ela que morre um pouco a cada respiração. Ele chora, mas não conta.
Ele foi sem ela, pra ver se a esquecia e se distraía. Ela foi sem ele, só porque ele quis assim.
Nenhum dos dois estão sóbrios, nenhum dos dois se sentem interessados em alguém, nenhum dos dois souberam fazer a tristeza parar. Nem mesmo estando distantes. Então, será mesmo distância a solução? Ele acha que sim, ela tem certeza que não.
terça-feira, 8 de setembro de 2015
Canções De Apartamento
Sem pedir licença você se colocou ao meu lado desde muito antes disso ficar claro com palavras. Alias as primeiras palavras à respeito de "nós" demoraram surgir, e quando surgiram foi numa mensagem digitada.
Depois de um longo tempo sem ver-te, num dia qualquer senti saudade, desde então não houve se quer um minuto sem você que eu não tenha sentido saudade. Quase que do dia pra noite parei de prestar atenção no que me fazia mal e decidi viver apreciando o que me fizesse bem, e pra minha surpresa passei a apreciar-te cada dia mais, até que seu jeito de abraçar passou a ser o meu preferido e consequentemente eu queria aquele abraço em todo lugar. Assim comecei fazer, te levar pra todo canto e dizer sim pra todos os lugares que você desejava minha companhia, e você além de me acompanhar me levou também.
Você foi à um almoço da igreja comigo e eu fui na despedida da sua amiga contigo, eu te trouxe pra almoçar em casa e você me ofereceu um jantar na sua casa depois do trabalho.
Eu me assustei com toda essa reciprocidade (há tempos isso não existia pra mim), tive medo de confiar e reviver mesmas decepções com uma nova pessoa. Mas você segurou minhas mãos e olhando nos teus olhos eu vi um filme de todas suas gentilezas, dirigido pela sua doçura.
Hoje li que quem ama se dedica, se preocupa, quer estar junto, liga e demonstra. Faz planos, apresenta pra família e para os amigos, abraça na hora de dormir, aguenta reclamações e manhãs. Depois de ler isso concluí que de fato, a gente se ama.
Obrigada por querer existir na minha vida e por fazer-se presente. Obrigada por cada mensagem carinhosa e aquelas engraçadas também, sigo agradecendo pela confiança depositada em mim e mais que isso pela paz que você traz pra gente.
Nem consigo acreditar que tenho ao meu lado alguém pra aturar meu mau humor matutino, almoçar em família no domingo e curtir madrugadas com uma sobriedade contestável. Só falta parar com essa frescura de não gostar de tirar fotos.
E que a gente continue enfeitando os dias.
Depois de um longo tempo sem ver-te, num dia qualquer senti saudade, desde então não houve se quer um minuto sem você que eu não tenha sentido saudade. Quase que do dia pra noite parei de prestar atenção no que me fazia mal e decidi viver apreciando o que me fizesse bem, e pra minha surpresa passei a apreciar-te cada dia mais, até que seu jeito de abraçar passou a ser o meu preferido e consequentemente eu queria aquele abraço em todo lugar. Assim comecei fazer, te levar pra todo canto e dizer sim pra todos os lugares que você desejava minha companhia, e você além de me acompanhar me levou também.
Você foi à um almoço da igreja comigo e eu fui na despedida da sua amiga contigo, eu te trouxe pra almoçar em casa e você me ofereceu um jantar na sua casa depois do trabalho.
Eu me assustei com toda essa reciprocidade (há tempos isso não existia pra mim), tive medo de confiar e reviver mesmas decepções com uma nova pessoa. Mas você segurou minhas mãos e olhando nos teus olhos eu vi um filme de todas suas gentilezas, dirigido pela sua doçura.
Hoje li que quem ama se dedica, se preocupa, quer estar junto, liga e demonstra. Faz planos, apresenta pra família e para os amigos, abraça na hora de dormir, aguenta reclamações e manhãs. Depois de ler isso concluí que de fato, a gente se ama.
Obrigada por querer existir na minha vida e por fazer-se presente. Obrigada por cada mensagem carinhosa e aquelas engraçadas também, sigo agradecendo pela confiança depositada em mim e mais que isso pela paz que você traz pra gente.
Nem consigo acreditar que tenho ao meu lado alguém pra aturar meu mau humor matutino, almoçar em família no domingo e curtir madrugadas com uma sobriedade contestável. Só falta parar com essa frescura de não gostar de tirar fotos.
E que a gente continue enfeitando os dias.
domingo, 12 de julho de 2015
Que Haja Mudança
Já passou da meia noite, e eu estou aqui comemorando sozinha mais um mês da gente. Sentada no banco de uma balada, sozinha de fato e sentindo de forma intensa a solidão.
Eu poderia procurar qualquer um dos meus amigos que aqui encontrei, mas hoje decidi deixar essa confusão tomar conta do meu ser.
Pensei bem, e acho que marcar data das coisas e relembrar das mesmas sozinha é uma forma de agarrar-me àquilo que aconteceu, e que muitas vezes eu queria ter dado continuidade. Cada mês nosso eu revivo em pensamento os bons momentos do começo, de quando você se importava e fazia questão de nós.
Sempre tento aceitar que as coisas acabaram mas nunca consigo me convencer do mesmo, sequer entender porquê você deixou de gostar de mim.
Ultimamente ando tomando várias decisões, pra ver se alguma delas muda minha vida de forma considerável, sendo assim parei de falar sobre você pra outras pessoas... Agora eu escrevo sem parar tudo que vem à minha mente. Eu venho aqui e deposito o que sinto, como quem leva alguns objetos da estante pro porão, pra assim sobrar espaço pra novos objetos... Meu novo objeto no momento é minha vida acadêmica. Quando mesmo escrevendo não consigo me concentrar em outra coisa que não minha tristeza, simplesmente durmo.
Com sorte, dia desses esqueço de acordar.
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Onde estão então, as vantagens de ser invisível?
Ao seu lado. E completamente sozinha.
Passo a questionar-me: de que vale sua presença em minha vida se nunca está de fato lá? E não é nem questão de atenção, é algo maior, uma conexão quase palpável que se desfez no decorrer de alguns meses. Eu tentei resgatar esse laço de várias formas, me doei completamente e não me dei conta que essa ligação só existe quando as duas partes querem e se fazem presentes.
A partir do momento que percebi estar sozinha comecei agarrar-me à tudo que dava, cada vez que te vejo tento tragar-te e guarda-te quase que como fumaça dentro de mim, uma hora perco o fôlego e te solto novamente.
Ter-te vez em quando com intensidade completamente diferente em cada encontro não está me fazendo bem, cansei de juntar todas as memórias pra tentar te entender. Sendo bem sincera? Cansei do seu egoísmo e da sua falta de cuidado com detalhes, não posso suportar o fato de você não ouvir os gritos do meu silêncio, a intensidade do meu olhar ou simplesmente enxergar (de forma literal) que meus olhos estão marejados.
É isso, tenho me sentido invisível aos teus olhos.
Eu estou lá, ao seu lado, e a sensação é que em algum momento entre o instante que você abriu a porta pra que eu pudesse entrar, e o instante que começou fazer algo sem se quer olhar pra mim, esqueceu que havia aberto a porta e que eu estava ali. Você se deita ao meu lado e não se da conta que estou com frio, ignora minha presença e dorme o seu sono.
Seu sono, sua comida, seus objetos, sua vida. Eu tô aqui sendo espectador, mas assim como Grotowski: eu quero mais.
Passo a questionar-me: de que vale sua presença em minha vida se nunca está de fato lá? E não é nem questão de atenção, é algo maior, uma conexão quase palpável que se desfez no decorrer de alguns meses. Eu tentei resgatar esse laço de várias formas, me doei completamente e não me dei conta que essa ligação só existe quando as duas partes querem e se fazem presentes.
A partir do momento que percebi estar sozinha comecei agarrar-me à tudo que dava, cada vez que te vejo tento tragar-te e guarda-te quase que como fumaça dentro de mim, uma hora perco o fôlego e te solto novamente.
Ter-te vez em quando com intensidade completamente diferente em cada encontro não está me fazendo bem, cansei de juntar todas as memórias pra tentar te entender. Sendo bem sincera? Cansei do seu egoísmo e da sua falta de cuidado com detalhes, não posso suportar o fato de você não ouvir os gritos do meu silêncio, a intensidade do meu olhar ou simplesmente enxergar (de forma literal) que meus olhos estão marejados.
É isso, tenho me sentido invisível aos teus olhos.
Eu estou lá, ao seu lado, e a sensação é que em algum momento entre o instante que você abriu a porta pra que eu pudesse entrar, e o instante que começou fazer algo sem se quer olhar pra mim, esqueceu que havia aberto a porta e que eu estava ali. Você se deita ao meu lado e não se da conta que estou com frio, ignora minha presença e dorme o seu sono.
Seu sono, sua comida, seus objetos, sua vida. Eu tô aqui sendo espectador, mas assim como Grotowski: eu quero mais.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Sinto, Logo Escrevo.
As coisas ultimamente estão confusas. Existem tantos pensamentos me habitando, que sinceramente eu nem sei por onde começar ou como me expressar.
Se é defeito eu não sei, mas não consigo ter as coisas pela metade, simplesmente me incomodo. Não quero só uma noite, quero tardes e manhãs também. Sem querer ser inconveniente, quero cada parte do seu corpo e sim, isso inclui suas mãos. Também quero fazer refeições com você, e já sendo inconveniente adoraria que sua família estivesse junto. Eu quero domingos.
Quero noites de pés frios esquentando-se, manhãs dividindo a pia do banheiro ao escovar os dentes e beijos com gosto de café. Quero contar como foi a noite com meus colegas e poder dormir tranquila sabendo que te tenho por inteiro quando você quiser sair com seus amigos. Sinceramente quero até um eventual ataque de ciúme, naquele tom de brincadeira gostoso.
Podemos tanta coisa, inclusive ficar juntos.
Mas à cada dia que passa, todas essas minhas vontades parecem ficar mais distantes. É como se eu estivesse correndo parada numa dessas esteiras, eu canso e perco o fôlego mas não chego em lugar algum.
Agora entendo perfeitamente a frase daquela música "mudaram as estações, nada mudou", o verão já acabou e estamos na mesma.
Até quando esse ''nem lá, nem cá"? Até quando essa maré de dúvidas? Até você encontrar alguém? Até enjoar de mim? Ou será até que eu me canse?
Quem sabe, numa possibilidade mais que remota, seja até dar certo de verdade.
Se é defeito eu não sei, mas não consigo ter as coisas pela metade, simplesmente me incomodo. Não quero só uma noite, quero tardes e manhãs também. Sem querer ser inconveniente, quero cada parte do seu corpo e sim, isso inclui suas mãos. Também quero fazer refeições com você, e já sendo inconveniente adoraria que sua família estivesse junto. Eu quero domingos.
Quero noites de pés frios esquentando-se, manhãs dividindo a pia do banheiro ao escovar os dentes e beijos com gosto de café. Quero contar como foi a noite com meus colegas e poder dormir tranquila sabendo que te tenho por inteiro quando você quiser sair com seus amigos. Sinceramente quero até um eventual ataque de ciúme, naquele tom de brincadeira gostoso.
Podemos tanta coisa, inclusive ficar juntos.
Mas à cada dia que passa, todas essas minhas vontades parecem ficar mais distantes. É como se eu estivesse correndo parada numa dessas esteiras, eu canso e perco o fôlego mas não chego em lugar algum.
Agora entendo perfeitamente a frase daquela música "mudaram as estações, nada mudou", o verão já acabou e estamos na mesma.
Até quando esse ''nem lá, nem cá"? Até quando essa maré de dúvidas? Até você encontrar alguém? Até enjoar de mim? Ou será até que eu me canse?
Quem sabe, numa possibilidade mais que remota, seja até dar certo de verdade.
quarta-feira, 18 de março de 2015
Pay Attention
Hoje em minha caminhada diária pensei na seguinte questão: por que as pessoas se dedicam mais (e às vezes apenas) no começo do relacionamento? Isso é tão injusto com a outra pessoa em questão, ela vai esperar que você seja sempre atencioso e dedicado, mesmo depois de ter conquistado-a. É como uma propaganda falsa, onde o que você leva pra casa não é o que te apresentaram na loja.
Esse tipo de pessoa não faz ideia do reboliço que causa na vida de um outro alguém, é frustrante se encontrar gostando de uma pessoa que você conheceu mas agora simplesmente não existe mais.
Um relacionamento não é algo que você paga pra depois usufruir, então não pense que ser adorável no primeiro mês de conquista tornará aquela pessoa sua pra sempre. A vida à dois é feita de conquista constante, porque ninguém é obrigado a continuar amando só porque amou anteriormente.
Odeio aquela história de "mas você disse que me amava", pense um pouco, talvez a pessoa tenha dito isso quando você era amável.
Se você é o tipo de pessoa que sempre tenta agradar, eu sei muito bem como as pessoas se acomodam à isso. Não é que não gostamos de preparar mimos, é só que queremos uma reciprocidade.
Mostre que se importa sempre, por mais que o tempo esteja corrido ou algo assim, 2 minutos do seu dia pra escrever uma mensagem ou comprar um bombom não vai gerar uma catástrofe na sua vida, e pelo contrário, vai alegrar o dia de alguém que você gosta tanto.
Pare de dar desculpas à si mesmo, por experiência própria sei que uma hora ou outra chega um momento em que você não terá chance pra consertar mais nada.
E se depois de pensar sobre tudo isso você ainda acha que "não serve pra ser esse tipo de pessoa dedicada", então faça o favor de não agir assim nem um dia se quer.
sexta-feira, 13 de março de 2015
Eu Nunca Disse Adeus
Um ano se passou e eu ainda lembro do dia 13/3/2014 como se fosse ontem, e às vezes como se estivesse acontecendo no exato momento. Como pode isso, num dia eu fiz a seguinte promessa: "vai ficar tudo bem, eles vão cuidar de você e em breve estará em casa outra vez...", e aí no dia seguinte sem me perguntar o que eu achava da sua morte você simplesmente partiu. Eu comecei chorar assim que soube por telefone, e sinceramente? Até hoje não parei de chorar.
Como explicar o fato de eu ser pura saudade mas já não lembrar com perfeição da sua voz? Depois de um ano sem você eu já decidi: não quero mais nenhum dia sem tua presença! E eu não quero que ninguém me diga pra não pensar nisso, porque sou eu quem vejo tuas flores morrerem, teus móveis empoeirarem e teu cheiro sumir completamente. Essa dor é minha e eu não admito que alguém tente tira-la de mim.
Confesso que às vezes ainda sento em frente ao Hospital do Câncer, como se eu estivesse esperando dar o horário da troca de acompanhante, e talvez eu esteja mesmo esperando a hora da visita... Por mais que aquela rotina de hospital fosse uma droga, eu ainda podia dividir balas de amendoim numa terça-feira enquanto você reclamava das enfermeiras.
Um ano. Tanta coisa aconteceu em um ano, entre elas minha formatura do colégio, num discurso pra família e amigos eu disse que tudo aquilo era pra você, então eu queria saber: você ouviu meu discurso de algum lugar?
A páscoa tá chegando, a do ano passado foi horrível sem você, então será que dá pra vir me visitar esse ano? Eu aprendi tocar várias músicas novas, gostaria muito de te mostrar.
Termino esse breve texto com a frase de uma futura tatuagem (sei que você não gosta de tatuagem, mas aceite, será em sua homenagem): "People die, but real love is forever".
Como explicar o fato de eu ser pura saudade mas já não lembrar com perfeição da sua voz? Depois de um ano sem você eu já decidi: não quero mais nenhum dia sem tua presença! E eu não quero que ninguém me diga pra não pensar nisso, porque sou eu quem vejo tuas flores morrerem, teus móveis empoeirarem e teu cheiro sumir completamente. Essa dor é minha e eu não admito que alguém tente tira-la de mim.
Confesso que às vezes ainda sento em frente ao Hospital do Câncer, como se eu estivesse esperando dar o horário da troca de acompanhante, e talvez eu esteja mesmo esperando a hora da visita... Por mais que aquela rotina de hospital fosse uma droga, eu ainda podia dividir balas de amendoim numa terça-feira enquanto você reclamava das enfermeiras.
Um ano. Tanta coisa aconteceu em um ano, entre elas minha formatura do colégio, num discurso pra família e amigos eu disse que tudo aquilo era pra você, então eu queria saber: você ouviu meu discurso de algum lugar?
A páscoa tá chegando, a do ano passado foi horrível sem você, então será que dá pra vir me visitar esse ano? Eu aprendi tocar várias músicas novas, gostaria muito de te mostrar.
Termino esse breve texto com a frase de uma futura tatuagem (sei que você não gosta de tatuagem, mas aceite, será em sua homenagem): "People die, but real love is forever".
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