quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Doenças Que Matam, Saudade Que Não Morre.

Em breve já serão dois anos do dia que eu jamais gostaria de ter vivido. Dá pra acreditar, que daqui um mês fará dois anos que eu chamo e você não responde? Dois anos que eu dedico cada conquista à alguém que eu nunca mais vi, dois anos de uma saudade que me faz chorar se eu pensar ou falar sobre isso por mais de 1 minuto.
Eu espero que da sua nova casa dê pra ver o quanto o carnaval foi engraçado aqui, eu e meus amigos nos sentamos no seu banco e rimos bastante, você viu? Eu não sei com que frequência as notícias chegam aí onde você está, durante esses dois anos eu tava me virando bem sem sua companhia até o ponto de ônibus, mas recentemente fui assaltada... Não precisa se preocupar, ficou tudo bem comigo, a questão é que mais uma vez eu percebi que estou sem você. Que vou viver a vida inteira sem você, e a vida inteira é coisa demais.
Eu peço pra Deus cuidar de ti e mandar lembranças minhas todos os dias, talvez ainda esse ano eu descubra como mandar paçocas e balas de amendoim pro céu, ainda fico muito preocupada de pensar se estão te dando os doces que você gostava. Alias, que você gosta. Ou gostava? Eu devo me referir à você no passado ou no presente? Se eu for uma boa menina, será que teria como me referir no futuro?
A realidade de passar o resto da minha vida sem ti tem me assustado e me travado, quando eu ainda lembrava o tom exato da sua voz era mais fácil escrever sobre você, então peço perdão pela qualidade dos textos ter caído... Ainda assim, prometo tentar voltar pra te desejar feliz páscoa, fiz isso durante minha vida toda, velhos hábitos não morrem. Então, por que você morreu, meu doce e amado velho-hábito?

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